Livro: 1001 discos para ouvir antes de morrer

Eis aqui um bom livro para montar uma discoteca básica (Básica? Com 1001 discos?) bacana. Além dos manjados, há nas páginas desta bíblia algumas pérolas que são favoritos da crítica, mas não se deram bem nas vendas. O livro privilegia a música americana, claro, mas não deixa de fazer menção a discos antológicos de outros países, inclusive o Brasil, que aparece com Elis, Caetano e Mutantes, entre outros.
Uma curiosidade é que este livro que destaca a importância do álbum está sendo muito procurado nas lojas, o que é estranho numa época em que a música é cada vez mais consumida em gotas. Hoje dá-se mais valor a faixas individuais do que a um conjunto de músicas que representem um determinado momento do artista (basta ver que os serviços pagos de download vendem mais faixas do que discos completos), mais ou menos como acontecia nos primórdios da indústria fonográfica, quando a tecnologia não permitia mais do que duas músicas por disco. Estamos rumando para o futuro e, ao mesmo tempo, voltando ao passado.
Falando em voltar, Lobão disse em entrevista recente que a única saída para a indústria musical diante da Internet e da pirataria é... a volta do vinil.
Eu duvido, mas não seria nada mal os bolachões voltarem.
13/04/08 - Edit:
Agora que estou quase na metade do livro, encontrei uns rateios meio sérios, especialmente na tradução e na revisão dos textos, que tem alguns nomes grafados incorretamente. Traduzir "trumpet" como "trompa" seria passável se não se tratasse dos discos (todos no livro) de Miles Davis, um dos maiores trompetistas da música contemporânea.

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